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De 29 a 31 de janeiro, artista argentino traz o espetáculo “Aqueles velhos de…” para a Caixa Cultural da capital cearense

por Roberta Souza – Repórter

O “titiritero” argentino Sergio Mercurio, com o boneco Juanito, criado e manipulado por ele no espetáculo “Aqueles velhos de m…”

Falar em Sergio Mercurio é mais fácil quando tomamos seu nome artístico por referência. “El Titiritero de Bainfield”, algo como “O bonequeiro” dessa localidade situada na zona sul de Buenos Aires, Argentina, tem 20 anos de carreira e se destaca internacionalmente pelos trabalhos realizados com o teatro de bonecos.

Das inúmeras viagens feitas para divulgar os espetáculos em que dirige e atua, duas já tiveram como destino Fortaleza. E, a partir de hoje, a capital cearense recebe o artista pela terceira vez, com o espetáculo “Aqueles velhos de…” até domingo (31).

O trabalho encerra uma trilogia que se debruça sobre a mesma temática: a velhice. Antes deste último, cuja estreia aconteceu em novembro de 2013, o artista já tinha estreado “Velhos” e “Beatriz”, ambos em 2007. Dos dois, somente “Velhos” já havia sido apresentado em Fortaleza.

Enquanto neste primeiro ele buscou explorar as relações entre avós e netos, os conflitos de casais na maturidade, as dependências de remédio, entre outras questões da fase, em “Beatriz”, ele conta a história de uma pessoa que revisita sua vida toda, por meio de uma interpretação com um só boneco.

A discussão envolvendo idosos chegou para Sergio de uma maneira natural, facilitada pela boa convivência com os avós. “Gosto dos velhos, conheço-os, sempre eles se aproximam de mim para contar coisas”, explica em entrevista por e-mail, entre um voo e outro.

História

Em “Aqueles velhos de…”, o artista retoma alguns conceitos trabalhados pelos espetáculos anteriores, mas coloca em foco a relação de amizade. Com uma hora e meia de duração, a montagem é dedicada ao público jovem e adulto.

O roteiro passeia pela história de dois antigos amigos que moram sozinhos. Um deles sofre com os sintomas do Mal de Alzheimer.

Na peça, Juanito, um boneco gigante manipulado (e construído) por Sergio, e o protagonista da obra, Juarez, também interpretado pelo argentino, vivem em uma pensão. Os colegas de longa data possuem uma relação que passa pelo confronto, a ternura, a empatia e, finalmente, o amor.

“As pessoas vão ver uma história com dois personagens muito diferentes, mas que se amam. Uma história que mostra do que é capaz de fazer uma pessoa que ama a outra para salvá-la”, explica o artista argentino.

Técnicas

No espetáculo, além de manipular Juanito, “El Titiritero”, desenvolve uma técnica de desenho com erva mate. O mate transforma-se numa ferramenta para recordar e imaginar.

Os desenhos são feitos numa mesa e o público os vê projetados numa tela. São as lembranças e os desejos do carrancudo Juarez. Só com a erva mate ele consegue demonstrar o que verdadeiramente sente.

“Demorei muito para desenvolver esse tipo de animação ao vivo. Foram mais de dois anos até encontrar a erva exata, e até fazer uma história que tivesse a ver com aquela que eu contava. De fato, o que a gente vê é o universo onírico de um dos personagens. O que o público vê é o que personagem sente”, detalha o artista.

Sobre os desafios da produção, Sergio destaca a importância da participação da plateia e da interação com um boneco de tamanho adulto. “O público é muito importante neste espetáculo porque todos vão contribuir para que a história chegue a um bom final”, sugere.

“Tecnicamente, fazer um espetáculo teatral com um boneco grande sempre presente e que parece vivo, mesmo quando eu não manipulo, foi um grande desafio”, observa.

A próxima empreitada do “El Titiritero” será o trabalho com bonecos em miniatura. “Vou tratar o ridículo na vida das pessoas”, adianta o artista. Até lá, o público pode refletir com ele sobre a velhice.

Mais informações:

Espetáculo “Aqueles velhos de…”, de El Titiritero de Banfield. Hoje e amanhã, às 20h, e domingo (31) às 19h, na Caixa Cultural Fortaleza (Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema). Ingressos: R$ 10 (inteira). Classificação indicativa: 16 anos. Contato: (85) 3453.2770

 
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